Mesa Diretora da Alerj aprova pedido de abertura de impeachment para Pezão
Preso preventivamente na unidade prisional da Polícia Militar em Niterói, Luiz Fernando Pezão (MDB), ainda pode sofrer um impeachment, bem como o seu vice Francisco Dornelles (PP). Nesta terça-feira (4), a Mesa Diretora da Alerj aprovou, um ano e dez meses depois, o pedido para impedimento do governador e do vice-governador.
Leia também: Tribunal nega recurso recurso de Garotinho, mas ex-governador vai seguir em liberdade
O curioso é que Pezão
tem exatamente apenas mais 27 dias como governador, já que no dia 1º de janeiro o eleito Wilson Witzel (PSC) será diplomado e assumirá o Palácio das Laranjeiras. A explicação é que a Assembleia segurou o quanto pôde o pedido e só o aprovou agora por uma determinação judicial proferida em setembro.
A Mesa Diretora, é composta por 13 deputados que dirigem os trabalhos legislativos e administrativos da Alerj
. Atualmente, o órgão tem dois deputados presos.
Por se tratar de algo inédito na história da Casa, ainda não se sabe como se dará o rito para o impeachment
. O comum seria cria uma Comissão Processante, mas devido ao curto tempo, a tendência é que o caso seja analisado pela Comissão de Cidadania e Justiça e, depois encaminhado para votação no plenário.
A tendência é que os deputados trabalhem, em 2018, até o dia 20 de dezembro, quando está prevista a última sessão antes do recesso para o natal e final de ano. Desta forma, para que o pedido de impedimento seja votado, a aprovação em comissão terá que ser em tempo recorde.
Leia também: Defesa de Pezão prepara recurso e diz que acusação é “descolada da realidade”
O político foi levado preso às 7h30 desta quinta, do Palácio Laranjeiras para o prédio da Polícia Federal (PF), no centro do Rio de Janeiro. Os agentes da PF chegaram ao palácio por volta das 6h, mas o governador pediu e conseguiu até tomar o seu café da manhã antes de ser levado pelos policiais.
Além dos mandados cumpridos na residência oficial do governador, a PF também cumpriu mandados de busca e apreensão no Palácio Guanabara e na residência do governador do estado, localizada no município de Piraí.
Leia também: Opositor, Flávio Bolsonaro espera que Pezão fique mais de 100 anos preso
A operação foi chamada de Boca de Lobo. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Pezão
recebeu cerca de R$ 25 milhões entre 2007 e 2015. Em valores atualizados, seriam R$ 39 milhões. “Valor absolutamente incompatível com o patrimônio do emedebista declarado à Receita Federal”, disse o MPF.
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
<!– taboola
/taboola –>
Mais Lidas
MAIS NOTÍCIAS
Publicar comentário Cancelar resposta
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.


