Expresso Ghan - Austrália
Divulgação: Journey Beyond Rail

Expresso Ghan – Austrália

A Austrália é um enorme país e chama a atenção pela quantidade de cangurus e animais exóticos. Mas, o país tem uma da s viagens de trem mais longas do mundo. O moderno Ghan, faz um trajeto que percorre 2.979km pelo deserto.

A viagem é conhecida como Expresso Ghan e tem a duração de 4 dias e 3 noites. É um total de 75 horas a bordo do cruzando paisagens incríveis com os desertos que correspondem a 80% do interior do país.

A locomotiva pode chegar a uma velocidade máxima de 115 quilômetros por hora e poderia completar a viagem inteira em apenas um dia e meio. Mas como este é um trem turístico, o percurso tem pontos de parada para visitantes de excursões guiadas poderem aproveitar o caminho.

A estrutura do interior do Trem

O Expresso Ghan é considerado um trem de luxo. Os vagões são equipados com cabines-dormitório e têm ar-condicionado e aquecedores para suportar a variação do clima no deserto. São ao todo, 30 vagões, duas locomotivas, três restaurantes, três bares e dormitórios para os passageiros e tripulação. O trem tem pouco mais de 900 metros de extensão.


Como embarcar no Expresso Ghan

A locomotiva opera viagens duas vezes por semana entre partidas e chegadas entre as regiões norte e sul. As operações acontecem durante o ano inteiro com exceção de dezembro a fevereiro, considerados os meses mais quentes na Oceania.

Os preços das passagens variam entre R$ 14.586 mil e R$ 26.622 mil convertendo de dólar para real. Há suítes de diferentes categorias. As mais luxuosas custam cerca de R$ 66.810 mil. Há cabines duplas para casais com um sofá longo que pode se transformar em beliche e um banheiro privado.

A operação da viagem

Com 75 horas de duração, a empresa que administra o Espresso Ghan tem de 2 a 3 maquinistas durante o trajeto. O percurso parte da cidade de Darwin, no extremo norte da Austrália e passa por Katherine, Alice Springs e Coober Pedy, até chegar ao seu destino final em Adelaide, na região do extremo sul do Oceano Índico.

Parada em Simpson Gap West da Expedição Expresso Ghan
Divulgação: Journey Beyond Rail

Parada em Simpson Gap West da Expedição Expresso Ghan


A maioria dos clientes da empresa são idosos entre 60 e 70 anos que podem enfretar alguma dificuldade para se conectar ao Wi-Fi. Além disso, as áreas remotas por onde o trem passa também afetam o sinal da internet.

Expedição do Expresso Ghan em Alice Springs - Austrália
Divulgação: Journey Beyond Rail

Expedição do Expresso Ghan em Alice Springs – Austrália


Ao passarem areas quase inabitadas do país, os passageiros podem aproveitar as paisagens, descer nas pequenas cidades e fazer pequenas expedições para conhecer a história local. A maioria das paradas turísticas contam relatos sobre a cultura indígena aborígene australiana e a colonização europeia na região durante o século XIX.

O que cobre a passagem

Sao três vagões restaurantes e três bares que funcionam sem custos adicionais. Até as refeições gourmet e bebidas estão inclusas no bilhete. O cardápio muda todos os dias e tem inspirações nas régios do interior por onde o trem passa. Os passageiros podem até comer lombo de canguru, barramundi grelhado, bolinhos de crocodilo e outras carnes de caça.

Um pouco de história

O Ghan começou a operar em 1929 e conectava as cidades Adelaide e Alice Springs. Somente em 2024 a linha foi expandida até Darwin e se transformou oficialmente na linha transcontinental da Austrália. O nome da linha se refere ao Afeganistão e presta uma homenagem aos imigrantes asiáticos que migraram para a região. Eles foram os pioneiros da exploração do interior do país. Foi graças a esses imigrantes que foram construídas as primeiras linhas férreas da Austrália, incluindo os trilhos por onde passam o expresso turístico. As informações foram dadas pela CNN Brasil.

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