Os 5 carros com pior revenda no Brasil em 2026: modelos que mais desvalorizam no mercado de usados

A compra de um veículo envolve diversos fatores além do preço de aquisição. Entre eles, a facilidade de revenda e a desvalorização ao longo do tempo são pontos que podem impactar diretamente o bolso do proprietário. Em 2026, alguns modelos chamam a atenção por apresentarem baixa procura no mercado de seminovos, forte perda de valor e custos elevados de manutenção.

Especialistas do setor automotivo recomendam atenção redobrada antes da compra de determinados veículos, especialmente aqueles que possuem rede de assistência limitada, peças com alto custo ou tecnologias ainda pouco aceitas pelo mercado nacional.

Confira cinco modelos que figuram entre os carros com pior revenda no Brasil em 2026.

1. JAC E-JS4

O SUV elétrico da fabricante chinesa oferece bom nível de equipamentos e conforto, mas enfrenta dificuldades no mercado de usados. Proprietários relatam autonomia inferior à anunciada em determinadas condições de uso, além de problemas ocasionais em sistemas eletrônicos e multimídia.

Outro fator que pesa contra o modelo é a rede de assistência limitada e a demora na reposição de peças. Como resultado, o E-JS4 apresenta forte desvalorização e baixa liquidez no mercado.

Principais pontos negativos

  • Forte desvalorização;
  • Revenda lenta;
  • Rede de assistência reduzida;
  • Dificuldade para encontrar peças;
  • Relatos de falhas eletrônicas.

2. Renault Kwid E-Tech

O compacto elétrico da Renault foi desenvolvido para uso urbano, mas apresenta limitações que afetam sua aceitação no mercado de seminovos. A autonomia reduzida e a ausência de carregamento rápido em corrente contínua estão entre as principais críticas.

Além disso, a interrupção das importações do modelo contribuiu para aumentar as dúvidas dos consumidores em relação ao suporte futuro e à valorização do veículo.

Principais pontos negativos

  • Autonomia limitada;
  • Ausência de carga rápida DC;
  • Acabamento simples;
  • Porta-malas reduzido;
  • Desvalorização acima da média.

3. Peugeot 408

Conhecido pelo conforto e pelo amplo espaço interno, o Peugeot 408 continua enfrentando resistência no mercado de usados. A revenda costuma ser mais lenta quando comparada a concorrentes tradicionais do segmento, como Toyota Corolla e Honda Civic.

Em algumas versões, especialmente as equipadas com motor THP, há relatos de problemas envolvendo bomba de alta pressão, vazamentos e componentes da suspensão.

Principais pontos negativos

  • Desvalorização elevada;
  • Revenda mais difícil;
  • Manutenção acima da média;
  • Problemas recorrentes na suspensão;
  • Falhas elétricas em alguns exemplares.

4. Ford Fusion Hybrid

Mesmo sendo considerado um dos sedãs híbridos mais confortáveis já vendidos no Brasil, o Fusion Hybrid sofre com custos elevados de manutenção e peças caras. O encerramento das operações da Ford no país também contribuiu para reduzir a procura pelo modelo.

Entre os problemas mais citados pelos proprietários estão desgastes na transmissão, suspensão e falhas em sensores eletrônicos.

Principais pontos negativos

  • Seguro elevado;
  • Peças de alto custo;
  • Manutenção especializada;
  • Revenda lenta;
  • Reparos caros em caso de problemas na transmissão.

5. Lifan X60

O SUV da extinta fabricante chinesa é frequentemente citado entre os veículos com pior reputação no mercado de usados. Apesar do preço atrativo, o modelo sofre com baixa disponibilidade de peças e histórico de problemas mecânicos e elétricos.

A saída da marca do Brasil aumentou ainda mais a dificuldade de manutenção e reduziu o interesse dos compradores.

Principais pontos negativos

  • Baixa confiabilidade;
  • Rede de assistência inexistente;
  • Escassez de peças;
  • Forte desvalorização;
  • Revenda extremamente difícil.

Por que esses carros têm revenda ruim?

A revenda de um veículo depende de diversos fatores. Entre os principais motivos para a baixa liquidez desses modelos estão:

  • Forte desvalorização ao longo dos anos;
  • Manutenção mais cara que a média do segmento;
  • Dificuldade para encontrar peças;
  • Rede de concessionárias limitada;
  • Baixa procura por parte dos consumidores.

Dica para quem pretende comprar um usado

Antes de fechar negócio, é importante pesquisar o histórico de desvalorização do modelo, verificar a disponibilidade de peças e avaliar a facilidade de revenda na região onde o veículo será utilizado.

Um carro barato na compra pode se transformar em um grande prejuízo na hora da venda, especialmente quando apresenta baixa procura ou custos elevados de manutenção.

Para acompanhar avaliações completas, análises de mercado, testes e oportunidades de compra de veículos usados e lançamentos, o portal Resenha Carro segue trazendo informações atualizadas para ajudar consumidores a tomar decisões mais seguras no mercado automotivo.