Até o analfabetismo e ignorância é Master no Brasil
GSI publica portaria com “Fulano” e “Cicrano” em nomeações e caso viraliza
O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República publicou nesta segunda-feira (22), no Diário Oficial da União, uma portaria que chamou atenção ao nomear militares utilizando os termos “Fulano de Tal” e “Cicrano de Tal” para cargos na Secretaria de Segurança Presidencial.
Segundo o documento, três militares foram designados para a função de assistente de Segurança Presidencial. Entre eles está o sargento da Marinha Márcio Adriano de Jesus Leite, com identificação normal. No entanto, os outros dois nomes aparecem como “Major Fulano de Tal”, do Exército, e “1º Tenente Cicrano de Tal”, da Polícia Militar do Distrito Federal.
A publicação rapidamente gerou repercussão por utilizar expressões genéricas normalmente usadas como exemplos em formulários e textos oficiais, levantando suspeita de erro administrativo na elaboração ou revisão do documento.
Após a divulgação, o próprio GSI informou que o problema já foi identificado e que uma retificação será publicada em edição posterior do Diário Oficial da União. A versão inicial da portaria permaneceu válida até a correção ser formalizada.
O órgão é responsável pela segurança institucional da Presidência da República, incluindo a proteção do presidente, do vice-presidente e de autoridades estratégicas do governo federal.
Nas redes sociais, o caso acabou viralizando e virou alvo de brincadeiras, com usuários comentando o “surgimento oficial” dos personagens clássicos “Fulano” e “Cicrano” em uma nomeação do governo.
Apesar do tom bem-humorado nas redes, especialistas apontam que esse tipo de falha em documentos oficiais é incomum, já que portarias passam por etapas de revisão antes da publicação.
OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NÃO SABEM NEM LER
O mais provável nesses casos é erro humano de edição ou revisão de documento — tipo usar um modelo (template) com “Fulano” e “Cicrano” como exemplo e alguém esquecer de substituir antes de publicar. Isso acontece em burocracias grandes justamente porque muitos documentos são feitos em cadeia, revisados rápido e automatizados em partes.
Então não é necessariamente “burro”, mas sim falha de processo: pressa, falta de conferência final ou erro de sistema/editoria.
Em órgãos públicos isso costuma virar polêmica porque o documento é oficial, mas na prática é um tipo de erro mais comum do que parece em redações e setores administrativos.



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