Internacional vive crise com protestos e risco de demissões

O Internacional abriu uma semana de forte ebulição política e desespero esportivo na luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. O revés por 3 a 2 diante do Santos, no último domingo (6), empurrou o Colorado para a 18ª colocação da Série A, estacionado nos 25 pontos. Assim sendo, o clima nos bastidores ferveu de vez no Beira-Rio. Isso porque o risco iminente de demissões no departamento de futebol — incluindo a do técnico Paulo Pezzolano — virou pauta central da cúpula gaúcha.
Logo após o apito final da derrota em casa e também na manhã desta segunda-feira (7), membros de torcidas organizadas protestaram enfaticamente nos portões do estádio. Os torcedores entoaram cânticos cobrando a renúncia imediata do presidente Alessandro Barcellos. Nos gabinetes, membros do Conselho de Gestão aumentaram a pressão pela saída da comissão técnica. Além disso, questionaram até mesmo a conduta do executivo de futebol Fabinho Soldado, que, por sua vez, bancou a permanência de Pezzolano no cargo.
Internacional vê risco de rebaixamento ultrapassar os 70%
Para piorar o cenário, o Departamento de Matemática e Estatística da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) atualizou os cálculos após a 26ª rodada e apontou que o Internacional tem alarmantes 73,1% de probabilidade de disputar a Série B em 2027. O clube gaúcho é o terceiro mais ameaçado de toda a competição, ficando atrás apenas de Remo, com 83,6%, e da Chapecoense, que lidera as estatísticas negativas com 97,4%.
Por fim, em meio a reuniões emergenciais entre os dirigentes para definir o rumo da temporada, o elenco colorado se reapresenta nesta terça-feira (8) para dar início aos treinamentos. O time terá um confronto direto desesperador no próximo sábado (12), às 17h (de Brasília), diante da lanterna Chapecoense, na Arena Condá, em duelo crucial pela 27ª rodada.
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