Fábrica da Unilever em Aguaí (SP)
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Fábrica da Unilever em Aguaí (SP)

Uma fábrica de desodorantes pode parecer um lugar improvável para contar uma história sobre resíduos. Mas é justamente de um aterro sanitário que vem parte da solução energética adotada pela Unilever em sua unidade de Aguaí, no interior de São Paulo, a maior produtora da América Latina.

A empresa firmou um novo contrato para abastecer integralmente a fábrica com biometano, combustível produzido a partir da purificação do biogás gerado por resíduos urbanos. A mudança deve evitar a emissão de mais de 700 toneladas de gases de efeito estufa por ano na operação.

O movimento ajuda a mostrar como a transição para fontes renováveis também passa por soluções capazes de conectar dois desafios ambientais: a destinação dos resíduos e a redução das emissões associadas ao consumo de energia.

Do aterro para a indústria

O biometano será fornecido pela Edge a partir da Onebio, planta de purificação instalada em Paulínia, no interior paulista. O empreendimento recebeu investimento de R$ 450 milhões e tem capacidade para produzir 225 mil metros cúbicos de biometano por dia a partir de um aterro sanitário.

Na fábrica de Aguaí, serão contratados 1.125 metros cúbicos por dia. Com a mudança, a unidade passa a operar integralmente com biometano e se torna a quinta fábrica da Unilever no Brasil a funcionar com biometano ou biomassa.

A empresa informa ainda que mais de 85% do volume produzido por suas fábricas no país passará a ser fabricado com energia limpa e renovável.

O biometano é considerado uma fonte renovável e segue especificações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Sua molécula pode ser utilizada nos mesmos tipos de aplicações do gás natural, incluindo atividades industriais, geração de energia e transporte.

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A mudança ocorre enquanto a Unilever amplia a capacidade da unidade. A fábrica, que produz desodorantes das marcas Rexona, Dove e AXE, terá uma quarta linha de produção a partir de 2027. A nova linha também será abastecida com biometano.

A unidade de Aguaí é a maior fábrica de desodorantes da América Latina e a segunda maior da companhia no mundo.

Somada às demais operações brasileiras que já utilizam biometano ou biomassa, a mudança integra uma estratégia mais ampla de redução das emissões das operações da empresa. Essas unidades, juntas, evitam cerca de 40 mil toneladas de CO₂ por ano, segundo a companhia.

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